Bem-vindos ao site português do Departamento Nacional da Pastoral Juvenil dedicado à JMJ16.

 JORNADAS MUNDIAIS DA JUVENTUDE 2016
CRACÓVIA, POLÓNIA - 26 JULHO A 31 JULHO

«Bem-aventurados os misericordiosos porque alcançarão misericórdia» (Mt 5,7) 

Encontro Formativo 6 - Felizes os meigos que promovem a paz

1. Introdução/objetivos

 

Neste encontro formativo, sugerimos aos jovens e seus animadores o aprofundamento conjunto das bem-aventuranças 3 e 7, nas quais Jesus proclama, respetivamente: «Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra» (Mt 5, 5); «Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus» (Mt 5, 9).

Vejamos, por partes, o que se sugere com cada uma.

 

a)  Ser feliz através da Mansidão

A mansidão apela, no mais profundo de cada ser humano, ao desejo de doçura e de não-violência. Isso consegue-se quando tendemos a evitar dar respostas a tudo. Não se pode, de facto, viver numa espiral fechada de perguntas para as quais nunca encontraremos respostas razoáveis. É preciso selecionar as perguntas fundamentais e viver o dia-a-dia a procurar respostas razoáveis. Porquê perder tempo a procurar respostas para perguntas que nunca foram feitas. A mansidão permite conviver-se com o que é enigmaticamente insolúvel, como por exemplo, ter a coragem de viver a meias com um vizinho ou vizinha de quem não se gosta muito, mas que não tem de mudar de habitação para me fazer feliz (e vice-versa), a não ser que seja uma questão de ameaça de morte.

Sem o exercício da mansidão, o que acontece é a dureza de coração que se desdobra na autopunição por não se conseguir respostas ou soluções para todas as questões consideradas (enganosamente) essenciais, de onde podem derivar somatizações  da angústia que, de forma incontrolada, passam a comandar o nosso viver.

É aqui que se entrelaça a mansidão com a paz. Uma e outra ajudam-se mutuamente a engrenar um estilo de vida que gera felicidade pessoal e (necessariamente) comunitária. Jesus disse: «Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração e encontrareis descanso para o vosso espírito. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve» (Mt 11, 29-30). Temos muito a aprender com Jesus, que não era dono de uma morada terrena e não carregaria algum peso que não fosse necessário, para além da sua Cruz. Há “cruzes” que somos nós que nos impomos e uma delas é a da guerra. Por isso, somos convidados a promover a paz.

 

b)  Ser feliz com a promoção da Paz

A necessidade da Paz, antes de ser um problema mundial, é um problema, também, profundo, do interior do ser humano: implica aceitar o que há em nós de aspetos sombrios e fazer as pazes connosco próprios. O contrário é a valorização negativa dos mesmos, gastando demasiadas energias em não assumir o mal que nos preocupa.

Daqui podemos depreender que a paz de que necessitamos, antes de ser um esforço, é um dom de Deus que está semeado no nosso íntimo. Jesus, o Enviado de Deus, é Ele mesmo a nossa Paz. Consequentemente, como dom que é, não é para ficar escondido, mas tem de ser manifestado, como a notícia do Nascimento de Jesus dada aos pastores e a Boa Nova da Ressurreição dada aos discípulos de Jesus.

Poderíamos concluir que a mansidão permite que a paz interior de exteriorize, se torne paz-para-os-outros, independentemente da sua religião ou confissão de fé, da raça ou da cultura. A atitude da mansidão permite que a paz se torne estilo de vida e, se partilhado, um padrão de cultura num grupo, aldeia, cidade ou sociedade.

 

Objetivos:

-        Aprender de Jesus que é manso e humilde de coração (cf. Mt 11, 29), descobrindo como se descansa com o bem dos outros;

-        Acabar com a indiferença aos problemas que originam a guerra entre os povos, considerando as “pequenas” guerras no meio onde habitamos;

-        Contribuir para a “sementeira” da paz universal a partir do campo de ação que é a Igreja Particular.

 

2. Dinâmica

 

Dar inicio à reunião mostrando o vídeo referente à canção “Pela paz a gente berra” do Gabriel O pensador. (https://www.youtube.com/watch?v=9IfFyH7VIb4)

Entregar a cada jovem uma cópia da letra (anexo 1). Pedir que cada um selecione a frase que considerou mais importante, depois cada um partilha a sua frase e a razão da escolha.

 

De seguida abrir o diálogo a todo o grupo explorando:

·         Numa primeira parte a situação da paz/guerra no mundo (pode invocar-se a situação dos refugiados, a situação dos países em guerra, as injustiças, a fome, etc…),

·         Numa segunda parte abordar as situações de falta de paz no nosso país (violências contra as mulheres ou crianças, situações de pessoas sem abrigo, situações de injustiças sociais, etc.)

·         Numa terceira parte abordar a paz na nossa vida:

o   O nosso contributo para a vivência da paz… Em que é que eu já sou construtor de paz? Como posso colaborar mais na construção da paz à minha volta?

o   Explorar atitudes práticas que podemos colocar em prática.

 

 

Depois de concluída a discussão, entregar a cada participante o poema da paz sem as respostas (anexo 2).

Pedir a cada um que complete o seu poema, respondendo a cada pergunta com a primeira coisa que pensar.

 

Depois de todos terem completado o seu poema, entregar a cada um, uma cópia do poema com as respostas da Madre Teresa de Calcutá (anexo 3) e pedir que comparem as suas respostas com as dela.

 

Concluir referindo que a paz de constrói a partir das ações de cada um de nós. Tal como a Madre Teresa nós podemos marcar o mundo sendo construtores de paz.

 

3. Oração

 

"A Paz sem Vencedor e sem Vencidos"

 

Dai-nos Senhor a paz que vos pedimos

A paz sem vencedor e sem vencidos

Que o tempo que nos deste seja um novo

Recomeço de esperança e de justiça

Dai-nos Senhor a paz que vos pedimos

 

A paz sem vencedor e sem vencidos

 

Erguei o nosso ser à transparência

Para podermos ler melhor a vida

Para entendermos vosso mandamento

Para que venha a nós o vosso reino

Dai-nos Senhor a paz que vos pedimos

 

A paz sem vencedor e sem vencidos

 

Fazei Senhor que a paz seja de todos

Dai-nos a paz que nasce da verdade

Dai-nos a paz que nasce da justiça

Dai-nos a paz chamada liberdade

Dai-nos Senhor a paz que vos pedimos

 

A paz sem vencedor e sem vencidos

 

(Sophia de Mello Breyner Andresen, in 'Dual')

 

Rezar em conjunto a Oração de São Francisco de Assis:

 

Senhor, fazei de mim um instrumento de vossa paz;
Onde houver ódio, que eu leve o amor;
Onde houver discórdia, que eu leve a união;
Onde houver dúvidas, que eu leve a fé;
Onde houver erros, que eu leve a verdade;
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;
Onde houver desespero, que eu leve a esperança;
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria;
Onde houver trevas, que eu leve a luz.
Ó Mestre, fazei com que eu procure mais consolar,
que ser consolado;
Compreender, que ser compreendido;
Amar, que ser amado;
Pois é dando que se recebe;
É perdoando, que se é perdoado;
E é morrendo que se vive para a vida eterna.

 

4. Mexe-te

 

A violência pára aqui… Comece a Paz!

 

O critério para que a paz se possa semear e a violência acabar, embora esteja vigiado por uma referência ética universal, acaba por estar no ponteiro do coração de cada ser humano. Todos sabemos que a liberdade de cada um acaba quando começa a do outro. No entanto, facilmente nos esquecemos disso na hora de alargar as fronteiras do ter, ignorando que as fronteiras do ser podem alargar-se sem diminuir os outros. Pelo contrário, é com os outros e para os outros que podemos ser mais, relativizando o ter.

Sugere-se que o grupo leia a Declaração Universal dos Direitos Humanos (Anexo). Escolhem-se os artigos que se considerarem não estar a ser levados a sério na hora do desenvolvimento.

 

Proponha-se a elaboração de um Manifesto de Grupo a publicar no fornal da paróquia, no Blog ou na Página do Facebook do Grupo, onde se denuncie (sem particularizar, para não se gerar violência!) aquilo em que, naqueles artigos da Declaração, se está a desobedecer.

 

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Encontro formativo 6

 

ANEXOS

Anexo 1 | Anexo 2 | Anexo 3

 

 

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