FOTO: Agência Ecclesia
O compromisso ecológico assumido na JMJ Lisboa 2023 continua a crescer e a cruzar fronteiras. Durante a Jornada, jovens de todo o mundo plantaram mais de 18 500 árvores, um gesto que hoje se prolonga e ganha novas formas. Em Portugal, o Departamento Nacional da Pastoral Juvenil (DNPJ), organismo da Conferência Episcopal Portuguesa, dá continuidade a esse movimento através do projeto GIVE BACK – Ecologia Integral, integrado no percurso do Jubileu 2025.
Com o objetivo de compensar a pegada ecológica das viagens realizadas por 11 527 jovens portugueses ao Jubileu dos Jovens, em Roma, o projeto prevê a plantação de 25 025 árvores autóctones em território nacional. A primeira árvore — uma oliveira — foi plantada a 27 de junho, na inauguração do Parque Papa Francisco, em Loures, dando início a uma ação que une fé, ecologia e responsabilidade perante as gerações futuras.
Este compromisso ganha agora expressão internacional.
No dia 3 de outubro, o DNPJ plantará um sobreiro no Borgo Laudato Si’, em Castel Gandolfo, em nome dos jovens portugueses que participaram no Jubileu. Este gesto simboliza a continuidade da semente lançada em Lisboa e representa um sinal concreto de cuidado pela Casa Comum, em comunhão com o apelo à ecologia integral do Papa Francisco.
A plantação do sobreiro — árvore identitária de Portugal e símbolo de resiliência — expressa a vontade das novas gerações de enraizar no mundo um futuro mais responsável, solidário e sustentável. Os jovens portugueses mostram, uma vez mais, que a ecologia integral não é apenas inspiração: é ação em marcha.
Lisboa, 1 de outubro de 2025
“DE ROMA COM AMOR – UMA JUVENTUDE EM MANIFESTO”
Ponto 4. PELO CUIDADO DA CASA COMUM
A terra é dom, não recurso. Recusamos um estilo de vida que consome sem pensar, que produz sem limites, que vive como se houvesse um planeta de reserva. Cuidar da Casa Comum é amar o futuro, é proteger quem é mais vulnerável, é viver com simplicidade e gratidão. Queremos ser jovens conscientes, atentos ao que semeamos, com olhos verdes e mãos sujas de terra.
A TERRA É DOM, E CUIDÁ-LA TEM DE SER UM ATO DIÁRIO E URGENTE.
Basílica de S. Paulo Extramuros, 30 de julho de 2025